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9 de julho 2026

Cesta básica: queda no preço em 10 estados em junho

Cesta básica: queda no preço em 10 estados em junho A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em parceria com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) mostrou em junho a queda do preço das cestas básicas nas capitais de 10 estados brasileiros.
  • Curitiba -0,04
  • Fortaleza -0,32
  • Goiânia -0,54
  • Brasília -0,15
  • Recife -3,62
  • Salvador -1,56
  • João Pessoa -3,97
  • Natal -3,48
  • Maceió -3,61
  • Aracaju -3,42

Café, óleo de soja e açúcar tiveram queda significativaO preço do café em pó registrou queda em 25 das capitais pesquisadas entre maio e junho, com recuos que variaram de -4,82%, em Goiânia, a -0,39%, em Campo Grande.No acumulado de 12 meses, o produto ficou mais barato em 25 capitais, com destaque para o Rio de Janeiro (-23,82%) e Brasília (-23,36%). Segundo o levantamento, a redução é resultado do avanço da colheita da safra 2026/2027, que ampliou a oferta do grão.Já no caso do açúcar, entre maio e junho de 2026, 25 cidades pesquisadas registraram queda no preço, com destaque para Rio de Janeiro (-7,16%), Porto Alegre (-4,93%) e João Pessoa (-4,27%).Em 12 meses, o item acumulou redução em todas as capitais, com variações entre -34,36%, em Belém, e -2,66%, em São Luís. O recuo é atribuído ao avanço da colheita de cana-de-açúcar na região Centro-Sul, que elevou a oferta e pressionou os preços para baixo.O preço do óleo de soja também apresentou queda em 24 capitais, com variações entre -5,43%, em Recife, e -0,35%, em Maceió.No acumulado de 12 meses, o produto ficou mais barato em 16 capitais, com destaque para Florianópolis (-8,85%) e Manaus (-7,45%). De acordo com o levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, a maior oferta do óleo e a demanda por biocombustíveis abaixo do esperado contribuíram para a redução dos preços no varejo.
Prévia da inflação perde força pelo 2º mês; conta de luz é o que mais pesa no bolsoA prévia da inflação oficial de junho ficou em 0,41%, mostrando a perda de força do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) pelo segundo mês seguido.Em abril, o IPCA-15 tinha marcado 0,89% e, em maio, 0,62%.Cesta básica: queda no preço em 10 estados em junho 1Cesta básica: queda no preço em 10 estados em junho 2No acumulado de 12 meses, o índice soma 4,8%. Em maio, essa alta acumulada era de 4,64%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA.De acordo com o Boletim Focus da última segunda-feira (22), sondagem feita pelo Banco Central (BC) com instituições financeiras, a mediana da expectativa para a inflação oficial de junho é de 0,32%.Para chegar à prévia da inflação, os pesquisadores levam em conta os preços de nove grupos de produtos e serviços, como alimentos e bebidas, vestuário e transportes.Em junho, a alta média dos alimentos e bebidas e da habitação responderam por dois terços do IPCA-15.Veja o comportamento dos grupos e os impactos em ponto percentual (p.p.):
  • Alimentação e bebidas: 0,74% (0,16 p.p.)
  • Habitação: 0,72% (0,11 p.p.)
  • Artigos de residência: 0,36% (0,01 p.p.)
  • Vestuário: 0,45% (0,02 p.p.)
  • Transportes: -0,03% (-0,01 p.p.)
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,47% (0,06 p.p.)
  • Despesas pessoais: 0,34% (0,04 p.p.)
  • Educação: -0,02% (0,00 p.p.)
  • Comunicação: 0,34% (0,02 p.p.)
Dentro do grupo alimentação e bebida, a alimentação no domicílio variou 0,87%. Em maio, tinha subido 1,73%.Entre os itens que compõem a cesta, os que mais apresentaram alta foram o da batata-inglesa (29,42%), do tomate (17,27%), do feijão-carioca (14,29%) e da cebola (9,54%).O IBGE destacou que, no semestre, tomate (103,84%), cenoura (103,10%) e batata-inglesa (100,20%) mais que dobraram de preço. Os preços de alimentos são muito influenciados por condições climáticas.No grupo habitação, o custo que mais cresceu foi o da energia elétrica residencial (2,04%). De todos os 377 produtos e serviços pesquisados, a conta de luz teve o maior impacto de alta (0,08 p.p.).A explicação, segundo o IBGE, está na bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 para cada 100 quilowatt-hora (Kwh) consumidos. 
Fonte: TVT News / Imagem: Agência Brasil