O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou nesta terça-feira (8/9), no Salão Oeste do Palácio do Planalto, decretos que criam quatro Reservas de Desenvolvimento Sustentável no Amazonas e ampliam o Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí, somando cerca de 676 mil hectares. A cerimônia, com a presença do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, marcou o Dia da Amazônia, que é celebrado em 5 de setembro. Na ocasião, ainda houve a assinatura de contratos de concessão florestal, o início da ativação de seis núcleos de sociobioeconomia e anúncios do BNDES para conservação, restauração ecológica e desenvolvimento sustentável na Amazônia.Os contratos de concessão das Unidades de Manejo Florestal II e III da Floresta Nacional de Humaitá, no Amazonas, abrangem 162,7 mil hectares e preveem R$ 240 milhões em investimentos, concluindo a concessão das três unidades da Flona. O BNDES anunciou R$ 235,8 milhões do Fundo Clima, do Fundo Amazônia e da iniciativa Floresta Viva para restauração ecológica e gestão territorial. Contratos entre a Fundação Amazônia Sustentável e seis redes territoriais dão início à ativação dos seis primeiros Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia, com R$ 70,2 milhões do governo alemão, geridos pelo KfW.UNIDADES DE CONSERVAÇÃO – Os decretos assinados pelo presidente criam quatro Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) na região de influência da BR-319, no sul do Amazonas, com cerca de 669 mil hectares. As reservas protegem a biodiversidade e os modos de vida agroextrativistas das populações locais, em categoria de unidade de conservação que admite o uso sustentável dos recursos pelos moradores.As quatro RDS criadas na área da BR-319 são: