O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), traz uma série de medidas que visam proteger e empoderar as mulheres. Particularmente aquelas em situação de vulnerabilidade. “Isso é importante como focalização do programa porque 60% das pessoas que fazem parte das estatísticas do déficit habitacional brasileiro são mulheres, sendo 40% pretas e pardas”, informa a coordenadora do Departamento de Produção Social da Moradia, Alessandra D’Avila.Um dos principais mecanismos é a garantia de que o título das propriedades seja, preferencialmente, entregue às mulheres chefes de família. Essa medida tem previsão no art. 8º da Lei Nº 14.620 de 2023. Como resultado, 85% dos contratos assinados nas modalidades subsidiadas do MCMV são feitos por mulheres. Nas linhas de financiamento, 50% dos contratos são realizados por chefes de família do sexo feminino.A medida tem como objetivo assegurar que elas tenham maior estabilidade e segurança jurídica, cumprindo o princípio constitucional do direito à moradia. O direito à moradia está presente na Declaração Universal dos Direitos Humanos e também explícito na Constituição Federal de 1988.A proteção à mulher também está presente no processo de formalização dos contratos. O art. 10 da mesma lei estabelece que os registros e contratos sejam preferencialmente assinados pelas mulheres. Além disso, quando elas forem as responsáveis pela família, podem ser firmados sem autorização do cônjuge. De acordo com o Ministério das Cidades, que controla o programa, estas medidas “representam o reconhecimento da autonomia das mulheres nas decisões sobre a moradia”.