O planeta pode estar prestes a enfrentar um dos episódios mais intensos de El Niño já registrados na história moderna. Dados de centros meteorológicos internacionais e de instituições brasileiras indicam que o fenômeno climático deve ocorrer no segundo semestre de 2026 e permanecer ativo até o início de 2027, com potencial para atingir o nível de “Super El Niño”. As projeções mais recentes apontam probabilidade superior a 90% de formação do fenômeno, impulsionado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Modelos climáticos europeus estimam que a temperatura do Pacífico Central poderá subir acima de 3 °C em relação à média histórica, intensidade comparável aos episódios extremos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16.Segundo especialistas, o agravante é que o novo El Niño ocorrerá em um planeta já aquecido pelas mudanças climáticas, o que pode ampliar os efeitos extremos em diversas regiões do mundo.“As condições do El Niño vão lançar mais lenha na fogueira de um mundo que está se aquecendo e seu impacto será ainda mais severo, chegará mais longe e cruzará fronteiras com uma velocidade devastadora”, alertou a Organização Meteorológica Mundial (OMM).