O Rio Grande do Sul amanheceu, nesta quinta-feira (23), com os rios acima da cota de inundação. Taquari, Jacuí e Caí têm ainda pontos de cheia em decorrência das chuvas intensas dos últimos dias no território gaúcho que, conforme informação da Defesa Civil do Estado, deixaram mais de mil pessoas fora de casa e causaram danos em 169 municípios.Contudo, segundo o Centro de Monitoramento da Defesa Civil estadual, para as próximas 24 horas não estão previstas precipitações com volumes significativos no Estado. Com isso, deve se manter o limiar de inundação nas bacias do Taquari-Antas e Caí, mas sem elevar o nível.Em algumas regiões a água começou a baixar, mesmo que continue metros acima da cota. Em Lajeado, uma das cidades mais afetadas pelo novo episódio de inundações, o Rio Taquari baixou quase um metro entre meia-noite e 8h30, indo de 24,70 metros para 23,90. A cota de inundação, entretanto, é de 19 metros.A Prefeitura de Lajeado indica que a previsão é de diminuição do nível ao longo do dia. Ainda assim, a Defesa Civil do RS publicou, durante a madrugada, um alerta de risco muito alto para inundação no Taquari válido até às 14h10 desta quinta-feira. A cidade tem mais de 300 pessoas desabrigadas.Em Montenegro, o Rio Caí vem subindo lentamente. Desde a meia-noite de quarta-feira (22) até a quinta, o rio subiu 14 centímetros, chegando a 6,86 metros. A cota de inundação do município é de 6 metros.Já no Rio Jacuí, o município de São Jerônimo está começando a sofrer as consequências de uma elevação rápida do rio. Na noite de quarta, entre 21h e 23h, o Jacuí subiu 47 centímetros. A água já ultrapassava a cota de inundação de 4,64 metros, mas, com o aumento, passou a marca de cinco metros. Conforme a última medição da Prefeitura, o nível do rio atingiu 5,56 metros.Em Porto Alegre, a preocupação é que o Guaíba atinja a cota de alerta de 2,50 metros no Cais Mauá entre a sexta-feira (24) e o sábado (25) por conta do grande volume de chuva registrado nos rios afluentes, em especial nas bacias dos rios Taquari e Caí. Em razão do cenário previsto, a Defesa Civil da Capital intensificou o contato com moradores das ilhas e do Extremo Sul para orientar sobre medidas preventivas e organizar, se necessário, o acolhimento de famílias. Também estão preparados dois abrigos de retaguarda: um no bairro Petrópolis, para atendimento às comunidades das ilhas, e outro na Restinga, destinado aos moradores da região do Extremo Sul, caso haja necessidade.